As pessoas vem e vão como vento e areia, e eu já me acostumei com a falta que elas fariam. Não me dói tanto mais. Elas dizem tudo que sabem, descrevem você com toda imprecisão do mundo e se julgam no direito de estarem certas, são ásperas e arrogantes. Mas ninguém sabe se guardar, e ninguém sabe a sutileza das coisas. Todo mundo é sempre muito preocupado com seus próprios problemas, o que os impede de olhar pra cima, olhar em volta. Todo mundo se fecha em sua cúpula, se tornando o que chamamos de “patéticos filhos da puta”. É a água, areia e vento: tudo vai embora. No grande ciclo de necessidade de uma extrema perfeição, tudo é descartável, os reais não são vistos.